quinta-feira, 26 de junho de 2014

NO CÉU TEM SHEEZUS?


     Já apareci várias vezes aqui dizendo que o blog ia voltar com tudo e depois sumi. Mas desta vez eu voltei pra ficar, prometo. E para acompanhar meu comeback tem Lily Allen com seu retorno em Sheezus.

     Você deve estar se perguntando "que merda de nome é esse? E o que significa Sheezus?", bom, você sabe, que de acordo com a Bíblia, Jesus ressuscitou no terceiro dia e chegou abalando geral, né? E essa foi a ideia da Lily, depois de três anos sem lançar algo novo, ela resolve ressuscitar sua música, então para o nome ela resolveu juntar duas palavras, She ("Ela" em inglês) e Jesus, somando dá... Sheezus! Llily Allen sempre foi uma artista que adora criticar tudo e a todos, por conta disso o nome do álbum faz apologia ao disco de nome parecido de Kanye West, o Yeezus.


     E o que você vai ouvir nele? O álbum é aberto com a música de mesmo nome, Sheezus, que explica todo o conceito apresentado por Lily. Logo de cara já ouvimos vocais que grudam na nossa cabeça, os "Ah, Ah, Ah" no maior estilo twerk e que seguem por toda música. Os primeiros versos dizem "Been here before, so I'm prepared, not gonna lie though, I'm kind scared" (Eu já estive aqui, então estou preparada, mas não vou mentir, estou assustada), trecho que serviu de inspiração para o retorno do blog. Mas é quando se chega ao refrão que vemos a cantora ousada que tanto gostamos, Lily fala de Rihanna, Katy Perry, Beyoncé, Lorde e Lady Gaga, falando mal ou falando bem, que mal tem? O mal é o seguinte, ela logo diz que todo o cenário da música pop é como um ringue de luta e que a segunda colocação nunca é o bastante para as divas. E a Lily Allen, o que ela é? Uma diva querendo ser a rainha do pop? Não, ela é quem pega a coroa e se auto denomina Sheezus.


     A próxima música é L8 CMMR, que era um single promocional para uma série e não entraria no álbum, mas o público gostou tanto que Lily Allen fez este favorzão de colocá-lo na tracklist. L8 CMMR é uma versão "8 bit" das palavras Late Cummer (que em português seria um "gozador atrasado", no sentido sexual mesmo). Ela parece ter sido criada para um jogo de fliperama, com sons bem simples de serem lidos por um computador, por isso é algo bem diferente das músicas Pop's convencionais. A letra fala sobre um cara cobiçado por muitas mulheres, mas quem tem ele é a cantora, que se gaba por gostar e estar com ele. Não deixe de conferir lyric video super divertido dela!


     Então temos Air Baloon, que virou single e ganhou um clipe bem chatinho, mas a música é uma daquelas capaz de te animar, por mais que você esteja para baixo. Ela é bem cômica e surreal, na letra temos até menção à Elvis e Kurt Cobain. Já o instrumental dela tem bastante palmas e "NaNaNa's", ou seja, música chiclete detected. Seguindo a tracklist temos uma das favoritas de todos os críticos, Our Time, que fala sobre juventude e aproveitar a vida. Ela também virou single e ganhou um ótimo vídeo, com direito a briga de cachorro-quente, isso mesmo, o cachorro-quente briguento foi até polêmica na Inglaterra.

     E se você está achando que a Lily tá muito boazinha ultimamente, é porque não ouviu Insincerely Yours, canção que fala sobre a hipocrisia das pessoas nos dias de hoje, com seus perfis de instagram, fofocando sobre alguém conhecido ou um amigo, e por aí vai. Com certeza uma das melhores do disco, então give it a try.


     Temos uma Lily Allen synth pop também, Take My Place é uma baladinha mais ou menos, que pra mim é o tipo de música que você usa pra dormir e/ou fugir da realidade, em alguns momentos ela está super lenta e em outros ela se agita, mas de uma maneira que a faz perder toda a harmonia.

     Passeando por outros estilos chega As Long As I Got You, que tem uma pegada mais country, mas não como Not Fair (música do penúltimo disco da Lily, It's Not Me, It's You), ela é bem mais alegre, de maneira que seu pé mexe automaticamente acompanhando o ritmo. E a letra é uma fofura só, "I had that awful feeling, that I needed help, my life had lost this feeling, but you saved me from myself" (Eu tive essa sensação horrível, que eu precisava de ajuda, minha vida tinha perdido esse sentimento, mas você me salvou de mim mesmo).


     Sabe aquele R&B bem sexy que só de ouvir já nos deixa "felizes"? Bem, Lily também colocou Close Your Eyes no álbum, que é praticamente um afrodisíaco em formato de música. Precisa apimentar a relação? Só ouvir as instruções da música, "Let's spice it up, you can dress me up, I'll be anyone you like"..."I'll be Beyoncé, baby say my name, tonight you're on my hover, baby come over" (Vamos apimentar, você pode tirar minha roupa, eu serei qualquer uma que você desejar... Eu serei a Beyoncé, querido, diga meu nome, nesta noite você está na minha onda, querido, vem aqui).


      LILY ALLEN ATACA NOVAMENTE, BAM BAM BAM BAAAAAM, em URL Badman ela critica todos os haters e trolls da internet, o tipo de pessoa que passa o dia todo, de uma vida miserável, na frente do computador criticando o trabalho de outras pessoas, que se esforçaram para fazer algo bom. Eu mesmo já me deparei com algumas pessoas que tem comentários sem nexo e não acrescentem nada ao que está sendo proposto, mas não vamos fugir do assunto. A música começa com o diálogo, entre um filho e uma mãe, o chamando para jantar, enquanto isso o garoto continua digitando em seu computador, preferindo ficar na frente da internet à ficar com sua família. E mais que isso, outra vez muitos artistas são criticados, os "artistas desconhecidos", que estão fora do maistream e são os favoritos de trolls da internet, ela até ironiza inventando nomes quaisquer, ou seja, Lily Allen sabe dar broncas.


     Silver Spoon, nome da décima música, é uma expressão que no Brasil significa "Nascido em berço de ouro", quando uma pessoa é completamente bancada pelos papais ricos, pra quem não sabe, Lily Allen nasceu em uma família rica e chegou até a estudar nas escolas mais caras da Inglatera, porém em Silver Spoon ela quer mostrar que ela não é como uma destas garotas fúteis que com um estalar dos dedos tem tudo o que quer.

     Como Lily Allen tinha se afastado por conta de suas gravidezes, Sheezus vem com uma música falando de família, mas calma, Lily não é do tipo que canta "Como É Grande Meu Amor Por Você". Life For Me mostra o quanto ela batalhou para conseguir ter uma vida boa, enquanto os amigos dela fizeram o contrário, e só com um passeio pelo o Facebook ela percebe pela cara dos amigos o como eles estão fingindo uma alegria. Eu particularmente me identifico bastante com essa música, #FicaADica e #VáBatalharPelosSeusSonhos.


     A penúltima música é Hard Out Here, primeiro single do comeback, e é simplesmente incrível, ela já chegou falando mal de Robin Thicke e ironizando todo o mercado pop, o clipe tem várias referências de como as mulheres são mal tratadas pela mídia. E com um instrumental muito legal, com direito a paradinhas nos momentos certos e um retorno explosivo, a única coisa que me irritava muito nela é o sintetizador na bridge (parte que introduz o refrão).

     E fechando o disco temos um cover da bela Somewhere Only We Know, do Keane, feita para o desenho animado The Bear & The Hare, e vamos admitir, esta versão ficou linda demais, parabéns Lily!


     O CD ainda tem mais quatro músicas bônus, mas eu já me estendi de mais por estar animado com minha volta, delas, podemos destacar destas, a Wind Your Neck In é uma das melhores. 

    Sheezus é com certeza o melhor álbum de Lily Allen, muito bem pensado, todas as músicas se entrelaçam, todas as piadas e críticas são bem pensadas, cada instrumento está no seu devido lugar e temos uma voz super fofa xingando todo mundo, o que poderia ser melhor que isso? Até a próxima!



Lily Allen - Sheezus - 2014
Gravadora: Regal- Parlophone
Gênero: Pop e R&B.

Artistas semelhantes: Jessi J, P!nk, Katy Perry, Amy Winehouse

*Créditos das gifs para o blog Indiretas do Bem

2 comentários:

Bússola do Terror disse...

Nessa foto em que ela tá sentada do lado da chita, parece que o bicho tá irritado mesmo!

Belinda Peregrín Schull disse...

Divaaa